Pequenos negócios estão otimistas com fim de ano, diz pesquisa no RS

As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e os Microempreendedores Individuais (MEIs) do Rio Grande do Sul estão otimistas com relação às perspectivas de desempenho de seus negócios no último trimestre de 2013. É o que indica o resultado de pesquisa realizada junto a mais de mil empreendimentos. A análise “Expectativa dos Pequenos Negócios Gaúchos” ouviu 598 MEIs e 600 MPEs dos setores da indústria, comércio e serviços, entre 11 e 31 de outubro. O estudo avalia o índice de expectativa, que varia entre zero e 100 pontos (muito pessimista e muito otimista), e utiliza componentes como a economia do país, ramos de atividade do negócio, número de pessoas que trabalham na empresa, faturamento, custo financeiro, custo operacional e investimentos em infraestrutura, máquinas e equipamentos para basear os dados. O índice de expectativa das MPEs atingiu 69,87 pontos e o dos MEIs 68,2 pontos.

Os resultados para o final do ano apresentaram uma sensível melhora em relação ao período anterior (1º e 2º trimestres) quando o índice de expectativa das MPEs e do MEI ficou em 68 e 66 pontos, respectivamente. Exemplo de satisfação com o mercado pode ser percebido no empresário José Augusto de Moraes, de 50 anos. Ele é dono da Serralheria Moraes, que fica no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, e pretende expandir seu negócio abrindo uma nova unidade do negócio no ano que vem. “Temos um espaço bem retirado no bairro Rubem Berta e temos um terreno na Vila Ipiranga, próximo ao Shopping Iguatemi, onde estamos estudando a possibilidade de montar uma extensão da empresa. Estamos fazendo um programa de gerenciamento de empresas para estruturar a ideia. Tanto que já padronizamos a apresentação da empresa com logomarca, placas, material de divulgação e até adesivagem dos veículos de entrega”, diz Moraes. Ele e seus dois filhos tocam sozinhos a serralheria, que surgiu em 1995. No início ela era um negócio de fundo de quintal e em 2010 a família resolveu sair da informalidade para conseguir expandir seu trabalho e atingir novos públicos. “O que percebemos é que o mercado para o médio e pequeno empresário está bastante aquecido. Tem demanda de serviço. E à medida que você busca qualificação capacitação, mais acesso a novos clientes e a novos serviços vão aparecendo. Nossa proposta é de expandir não só de local, mas ampliar o nosso público alvo”, frisa o empresário. Para os micro e pequenos empreendedores os itens com expectativa mais alta são: a economia do país (71,3 pontos), o desempenho do ramo de atividade (71,9 pontos) e o faturamento da empresa (71,9 pontos). Já os MEIs escolheram os componentes ramos de atividade (71,2 pontos) e faturamento da empresa (71,1 pontos) como os melhores para o final de 2013. Principais números do estudo

Análise por porte: MPE: 69,87 pontos MEI: 68,2 pontos

Análise por setor: MEI Indústria: 66,9 pontos Comércio: 68,4 pontos Serviços: 68,6 pontos

MPE Indústria: 66,2 pontos Comércio: 71,8 pontos Serviços: 69,6 pontos