MonkeyBusiness fatura com apresentações além do PowerPoint

São Paulo – Pode parecer simples, mas uma apresentação bem feita exige mais do que conhecimentos de programas como o PowerPoint. É neste nicho de mercado que a MonkeyBusiness se estabeleceu. Além do design das apresentações, a empresa desenvolve todo o conteúdo e ainda treina quem vai usar os slides.

Criada em 2009, a empresa, com sede em São Paulo, é uma agência especializada em apresentações profissionais, atendendo grandes corporações como AmBev, Avon, Citibank, Honda, Bradesco e Nike.

Os sócios Marco Franzolim, Alexandre Franzolim e Roger Oliveira usam suas experiências em publicidade e administração para fazer o negócio crescer, em média, 45% ao ano. “É um mercado em crescimento, que não tem barreiras de entrada muito altas. Um designer pode abrir uma agência de apresentações, mas isso pode não ter sustentação, porque não tem todo o trabalho por trás de conteúdo, atendimento, planejamento e treinamento”, conta Oliveira.

Desde o ano passado, Oliveira calcula que mais de 40 novos players chegaram ao mercado. Para sobreviver em meio a tanta concorrência, a principal diferenciação da empresa é ir além do PowerPoint. “Nós desenvolvemos o trabalho desde uma gestão de planejamento, é uma coisa que uma empresa menor não consegue. O cliente vai pedir que a gente desenvolva toda a argumentação”, diz.

Com uma equipe de pouco mais de 20 pessoas, o trabalho todo começa no planejamento. “Tudo começa com o planejamento, que faz toda a análise do mercado de atuação da empresa, do histórico, recebe todos os materiais, para começar a ir para uma reunião de atendimento”, explica. Depois do desenvolvimento de roteiro, enfim chega a parte visual. “A gente termina o trabalho com um treinamento de como usar aquela ferramenta que a gente desenvolveu”, conclui.

Desde 2011, a empresa mais que duplicou a quantidade de clientes, chegando a 250 neste ano e mais de 2500 apresentações desde a fundação. Os projetos, dependendo da complexidade, podem custar entre 7 mil e 30 mil reais. O faturamento do negócio ultrapassa os 2 milhões de reais.

Para atender grandes empresas, Oliveira acredita que o negócio precisa de flexibilidade e profissionalismo. “Nós temos que ser muito flexíveis, cada empresa tem um perfil de contratação, desde a questão burocrática, administrativa até de pagamento. E para conseguir atendê-las você tem que ter um fluxo de caixa muito bem organizado”, conta.

O principal desafio deste mercado é conquistar a confiança dos clientes. “O que vem funcionando é ter uma customização do nosso serviço. Vão ligar para gente desde startups até empresas como o Bradesco com demandas diferentes”, conta. Para ajudar a “educar” o mercado, a MonkeyBusiness criou um curso de apresentações, em parceria com a ESPM. “É impressionante o retorno que a gente tem depois das aulas”, diz. Para 2014, a empresa pretende manter os níveis de crescimento e investir na oferta de aulas como ferramenta de divulgação do negócio.

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